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O Futuro da Polícia: Distintivo Sem Alma

Dizem que ser policial é um chamado. Mas ultimamente, parece mais um concurso de estabilidade. O que antes era missão, hoje virou degrau de ...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Policiais civis fazem paralisação para protestar contra morte de policial


Superintendente foi morto quando fazia escolta de um preso, na quinta (5). 
Categoria também reivindica melhorias na estrutura de delegacias do PR.

Do G1 PR
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Em Foz do Iguaçu, policiais sinalizaram o luto com faixas pretas em vários lugares  (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)Em Foz do Iguaçu, policiais sinalizaram o luto com faixas pretas na fachada da delegacia, nos braços e nos carros policiais (Foto: Fabiula Wurmeister / G1)
Policiais civis do Paraná estão paralisados desde a 0h desta sexta-feira (6) para protestar contra a morte do superintendente da Delegacia de Campo Largo, Marcos Gogola, que foi morto com um tiro na nuca, na quinta-feira (5), em um consultório dentário. De acordo com o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), a categoria também reivindica melhorias na estrutura das delegacias do estado e nas condições de trabalho.  A paralisação está prevista para durar 24 horas, conforme o sindicato.
"Na verdade, nós sofremos da síndrome da tragédia anunciada. Já estamos reclamando dessa situação ao governo, à Secretaria da Justiça e da Cidadania do Estado do Paraná (Seju) e à própria justiça. Temos uma ação civil pública com relação à guarda de presos por policiais. O policial nunca teve o treinamento da guarda e da escolta de presos. O policial civil é feito para investigar e descobrir quem cometeu o crime e nunca cuidar do preso", declara o presidente do sindicato, André Gutierrez.
O superintendente foi morto enquanto aguardava um preso, de 22 anos, que estava sendo atendido no consultório. Segundo a polícia, um carro escuro chegou ao local e três homens entraram na clínica para resgatar o detento. O agente de cadeia, que escoltava o preso junto com o superintendente, também foi baleado. Ele foi atingido nas costas e hospitalizado com ferimentos graves. Já o superintendente morreu na hora. Após os disparos, os criminosos e o preso que estava no consultório fugiram.
Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que um dos criminosos atirou no superintendente quando ele já estava desarmado. O carcereiro, por não ser policial, não tem autorização para usar arma. 
Os policiais civis montaram uma megaoperação para investigar o caso e para procurar os fugitivos. No início da noite, o preso que havia sido resgatado do consultório tinha sido recapturado. Ele foi baleado junto com outro criminoso que ajudou na fuga e foi levado para o hospital.  Ao todo, quatro pessoas estão presas. Um criminoso morreu durante uma troca de tiros.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR), informou que a superlotação carcerária é um problema crônico que se arrasta há mais de 30 anos no estado. "Pela primeira vez, o Governo do Estado está unindo esforços para resolver o problema, com diálogo e estruturação da Secretaria da Justiça para assumir toda a responsabilidade de guarda e custódia de presos", informa um trecho da nota. Conforme o órgão, a superlotação em delegacias (sob guarda de policiais civis) baixou de 11.660 presos, em janeiro de 2011, para 3.832 presos em agosto deste ano. Atualmente há 6.315 presos em gestão compartilhada.

A nota informou também que, no início deste ano, o governo do estado já tomou as primeiras medidas para formação de um grupo especializado na escolta de presos.
Protestos no interior
Em Foz do Iguaçu, no oeste, o protesto deve durar até as 14h. Equipes que atendem cidades da região colocaram faixas pretas na fachada da delegacia, nos braços e nos carros policiais em sinal de luto.
Em Maringá, no norte, aproximadamente 50 policiais organizaram um ato de solidariedade dentro da delegacia por volta das 10h30. Eles se vestiram de preto e fizeram orações em favor da morte do superintendente Gogola.
Todas as delegacias abrangentes pela 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, que envolve 18 municípios da região dos Campos Gerais, que estão com as portas fechadas. De acordo com o Sinclapol-PR, apenas as equipes de plantão estão trabalhando. Casos como homicídio, prisão em flagrante e lesão corporal pela lei Maria da Penha são atendidos normalmente.
Demais serviços, como confecção da carteira de identidade, só voltarão a funcionar na segunda-feira (9). No período da tarde está prevista uma manifestação em frente à delegacia de Ponta Grossa.
Em Guarapuava, as seis cidades pertencentes a 14ª subdivisão policial também estão trabalhando no sistema de plantão com atendimento de casos de homicídio e flagrante. Serviços administrativos voltam a funcionar na segunda-feira. "Nós aderimos à paralisação em sinal de luto. A gente vem batendo junto à secretaria da Justiça, reclamando da situação de escolta e guarda de presos, mas infelizmente, não fomos ouvidos a tempo até acontecer a morte do policial", argumenta o delegado sindical Mikhail Gronkoski. Durante a tarde, os policiais vão instalar faixas e entregar panfletos à população para explicar o motivo da paralisação.
Os policiais civis de Paranavaí, no noroeste, não paralisaram as atividades, mas no início da manhã fizeram uma oração lembrando o superintendente Gogola.
Em Umuarama, o atendimento à população está comprometido. Os policiais cruzaram os braços e estão paralisados em frente a Delegacia da Polícia Civil com faixa de protesto e luto. Dois policiais trabalham em regime de plantão e os atendimentos são destinados apenas a ocorrências graves, como registro de pessoas desaparecidas, ocorrências de furto, homicídios e sequestros. O grupo também protesta contra o acúmulo e desvio de função que ocorre dentro do órgão. Segundo os manifestantes, esse foi o prinicipal motivo  para a morte do superintendente.
Em Cianorte, as portas da delegacia estão fechadas e apenas os atendimentos de extrema urgência estão sendo realizados. No entanto, o atendimento ao público não foi comprometido. As unidades de investigações que compõe a delegacia estão operando em regime de plantão.
Os policiais civis de Londrina, também na região norte, vão realizar um protesto em frente a 10ª Subdivisão da Policia Civil às 14h. De acordo com o presidente do Sindipol na cidade, Ademilson Batista, os policiais distribuirão panfletos e conversarão com a população para explicar os problemas enfrentados dentro do órgão. "Atualmente, 10 mil presos estão sob a guarda da Polícia Civil no Paraná, mas os investigadores não são formados para serem carcereiros, isso é de responsabilidade da Secretaria de Justiça", explica.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Ponte sobre o Rio Paraopeba em MG é interditada por risco de queda


A ponte liga Sete Lagoas à MG-060, em Maravilhas, no Centro-Oeste.
O local está com estrutura comprometida segundo Polícia Rodoviária.

Do G1 Centro-Oeste de Minas
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Ponte corre risco de cair  em Pequi (Foto: Reprodução/TV Integração)Ponte corre risco de cair em Pequi
(Foto: Reprodução/TV Integração)
O Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER) interditou a ponte sobre o Rio Paraopeba, no quilômetro 87 da MG-238, que liga Maravilhas, no trecho da MG-060 a Sete Lagoas.
Segundo a Polícia Militar Rodoviária, o local está com a estrutura comprometida e apresenta risco à segurança dos motoristas. Placas de sinalização foram instaladas e para evitar o tráfego, o DER colocou terra nos acessos à ponte.
Os desvios para os motoristas que estiverem seguindo sentido BR-040 deve ser feito por Pompéu ou Martinho Campos. Outra opção é seguir por Pará de Minas, pegar a BR-262, sentido Belo Horizonte.
Quem passar pelo trecho pode ainda usar um desvio dentro da cidade de Papagaios, pegando em seguida a rodovia sentido Inhaúma.
Ponte está com estrutura comprometida (Foto: Reprodução/TV Integração)Ponte está com estrutura comprometida (Foto: Reprodução/TV Integração)

Violência muda para a roça: Bandidos invadem casa e fogem após atirar em vítima na zona rural de Pompéu

Homem foi alvejado com atingido com golpes de faca e um tiro.
Vítima alegou desconhecer agressores que fugiram sem levar nada, diz PM.

Maritza BorgesDo G1 Centro-Oeste de Minas
Um homem de 49 anos foi agredido em casa na madrugada desta quarta-feira (4) na zona rural em Pompéu. De acordo com a Polícia Militar (PM) dois homens armados invadiram a residência dele e deram golpes de faca, coronhadas e tiro que atingiram o rosto, o ombro e o tórax. A vítima foi transferida para um hospital de Belo Horizonte.
                   


Ainda segundo a PM, a vítima, que é lavrador, estava em casa com esposa e os filhos quando os criminosos arrombaram a porta da casa e entraram no local. Ele foi atingido por três facadas e um tiro. A esposa dele conseguiu fugir com as crianças e os vizinhos socorreram a vítima, que foi encaminhada para o Pronto Atendimento Municipal.
Ainda segundo a PM, a vítima alegou não conhecer os suspeitos e desconhece os motivos da agressão. O lavrador não tem passagens pela polícia e os criminosos fugiram sem levar nada. Após ser atendido em Pompéu, a vítima foi transferida para um hospital em Belo Horizonte
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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Notícias da lei Orgânica: Comissão adia votação e frustram Policiais e mobilização é intensificada para próxima quarta-feira dia 11

Notícias da lei Orgânica: Comissão adia votação e frustram Policiais e mobilização é intensificada para próxima quarta-feira dia 11
Ficou tenso o clima no plenário 4 da ALMG e demais dependências que estavam lotadas de Policiais Civis, depois que o  relator da matéria, Deputado Lafayette Andrada informou que não seria apresentado o parecer final do projeto 23/2012 por falta de tempo hábil para elaboração de relatório. A justificativa foi o excesso de matéria apresentada na tramitação do Código Florestal e ainda a extensão e complexidade do tema Lei Orgânica da PCMG.  Se dirigindo a todos os manifestantes o Deputado detalhou ponto a ponto das maiores polêmicas nesse projeto que tramita em regime especial. Ele explanou sobre os critérios da promoção por merecimento que serão modificados, falou também da redução de níveis e ainda da reinclusão dos Servidores Administrativos e matérias com relevante grau de complexidade que exigem atenção e dedicação de toda a assessoria técnica da comissão sob coordenação do Deputado. Finalmente o mesmo fez o compromisso de apreciação e votação do PLC na próxima quarta-feira dia 11 às 14 horas (o que causou grande indignação e descontentamento a todos). Disse ainda que a sua comissão é a última e que de lá o projeto já é remetido imediatamente para o plenário e, portanto, não pode possuir erros.
Momento de tensão e conflito
Por vários momentos um grande número de Policiais indignados com a morosidade do projeto e ainda com as hostilizações dirigidas de alguns Delegados que também se faziam presentes, se posicionaram em reagir fisicamente às provocações desse grupo, fato que foi contido e contornado pelos Dirigentes Sindicais. Outro momento de tensão foi quando lideranças do interior cansados com essa burocracia começaram a entoar palavras de ordem incentivando a ocupação do  plenário como instrumento de pressão para que os Deputados apreciassem e votassem o projeto. Fato que não se consumou pela eficaz e imediata intervenção do Presidente Denilson Martins, do Vice-Presidente Toninho Pipoco e do Diretor de Assuntos dos Delegados DR. Danilo Pereira que de forma moderada e racional acalmaram os ânimos e retomaram o diálogo com os Deputados que voltaram para a sala de comissões e iniciaram a reunião que foi aberta, discutida passando a fase de deliberações. Momento em que fundamentaram as razões de se prorrogar pelo menos por mais uma semana a apresentação do parecer final. A reunião foi concluída, ficando agendada regimentalmente para próxima quarta-feira onde de forma impreterível o projeto de lei orgânica será apreciado com as emendas que contemplam as reivindicações sendo acolhidas.
Sem Interferências
Deputado Lafayette Andrada relator da comissão, Deputado José Maia Presidente da comissão e os Deputados Jairo Lessa e Ulisses Gomes e Lisa Prado declararam que apesar das pressões naturais de vários seguimentos quando se aprecia uma matéria complexa como a LOPC, pois, os reflexos e impactos institucionais e sociais são amplos, o adiamento desse parecer não é em razão de interferência de quem quer que seja, ademais, o relator do projeto Deputado  Lafayette Andrada assim como os demais tem tido contato direto com todos os Dirigentes Sindicais e não aceitaria em hipótese alguma nenhum lobby contrário seja do governo ou seja de Entidade de Classe, pelo não acolhimento de benefícios para a categoria como um todo, porém, em razão da natureza da comissão (Fiscalização Orçamentária e Financeira) é necessário um estudo minucioso de eventuais impactos que por ventura inviabiliza sua aprovação e sanção governamental. Logo não foi por causa de pressão de nenhuma categoria que o projeto não foi apreciado, mas sim por questão de
tempo e elaboração do parecer.
Protesto
Em sinal de protesto os Policiais deliberaram através de voto, pelo fechamento temporário da Rua Rodrigues Caldas defronte a ALMG e queimaram caixões simbolizando a queima da falência da política de segurança pública no Estado de MG.
 

Policiais civis fazem manifestação em frente à Assembleia Legislativa de MG

Categoria fechou a Avenida Rodrigues Caldas por cerca de 1h protestando contra o adiamento da votação da Lei Orgânica, que aconteceria hoje

Estado de Minas

Policiais civis fizeram manifestação na tarde desta quarta-feira próximo à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A categoria, em greve desde o dia 10 de junho, protesta contra o adiamento da votação do projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil, que define o plano de carreira da corporação. Eles ocuparam a Avenida Rodrigues Caldas durante cerca de 1h, onde queimaram caixões e interromperam o tráfego de veículos.

Segundo Adilson Bispo, Diretor de mobilização do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol/MG), a votação,que aconteceria hoje, foi suspensa pois o deputado relator, Lafayette Andrada, alegou que precisava de mais tempo para analisar ajustes feitos no projeto e compreender melhor alguns artigos. “Estamos em greve há mais de 90 dias e isso ainda não foi resolvido” afirma.

Ainda de acordo com sindicato, a intenção não do grupo não é seguir em passeata hoje. Agentes da BHTrans acompanharam o ato para orientar motoristas sobres desvios por ruas do bairro. A via foi liberado por volta de 16h50, mas o trânsito no local ainda é lento.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Deputado Estadual Fabiano Tolentino apoia a Lei Orgânica da PCMG.

O Deputado Estadual Fabiano Tolentino do PSD representante da região centro-oeste de Minas, recebeu no último dia 27, os Policiais Civis de Divinópolis.




 







Em reunião com o Deputado os Servidores da PCMG falaram sobre o estado de sucateamento e abandono pelo qual atravessa a PCMG nos dias de hoje. Apesar de todas as denúncias feitas pelo SINDPOL/MG acerca da situação deplorável em que se encontra a Polícia Civil, nos últimos anos o Governo não investiu na Instituição o que ocasionou problemas graves. A greve foi à única maneira de chamar à atenção de nossos governantes no tocante as reivindicações da PCMG. Como forma de protesto ao sucateamento e ao abandono por parte do Governo o SINDPOL/MG realizou a queima de centenas de caixões no centro de Belo Horizonte, além de arrecadar mais de 50 mil assinaturas em prol do movimento de valorização e modernização da PCMG. A categoria Policial Civil que se encontra em greve há quase três meses, também realiza o acampamento na ALMG reivindicando a aprovação da Lei Orgânica PLC23/2012. 

O Deputado Fabiano Tolentino foi muito receptivo e ouviu todas as reivindicações e os problemas referentes à segurança pública de Minas. O Deputado se comprometeu a apoiar a aprovação da Lei Orgânica da Polícia Civil, na forma do substitutivo de consenso elaborado pelas Entidades de classe, o Deputado disse que as reivindicações da Polícia Civil são muito pertinentes e necessárias. E disse que a categoria sempre poderá contar com sua ajuda nas questões que julgar necessária.

Bairros nobres de BH concentram maioria das crianças que trabalham nas ruas.

Fora da escola, W. (à direita) e o amigo de 14 anos recebem trocados fazendo malabares nas ruas

W. tem 17 anos e mora no aglomerado da Serra. Desde os 12 ele passa as tardes em um cruzamento do bairro de Lourdes e não frequenta a escola. Parou de estudar antes de completar a 3ª série do ensino fundamental. A única atividade do adolescente é fazer malabares na rua para ganhar alguns trocados.

Tanto o barraco onde W. mora com a avó como o ponto onde ele, junto com um colega de 14 anos, pede dinheiro aos motoristas após jogar para o alto bastões com fogo na ponta ficam na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Essa parte da cidade, de bairros nobres e movimentada pelo comércio, concentra a maioria das crianças e adolescentes vítimas dos crimes chamados de “cunho social”.

Segundo estatísticas registradas de janeiro a julho pelos conselhos tutelares da capital, dos 121 casos de trabalho infantojuvenil, 33 (27,2%) foram na Centro-Sul. A região também teve 23 dos 47 registros (48,9%) de menores com trajetória de vida na rua e dois dos nove (22,2%) de mendicância. “Aprendi a fazer malabares com meu irmão, que também precisou ir cedo para as ruas ajudar nas despesas de casa”, disse W.

Sos as marquises

No primeiro contato com C., de 15 anos, é impossível imaginar que ele vive com a mãe e três irmãos (de 14, 10 e 9 anos) debaixo das marquises do Centro de BH, próximo à Praça da Estação.

Falante e muito articulado, o adolescente esbanja alegria até ao narrar as dificuldades que a família passa na rua. “Fomos chutados de casa e agora comemos com a ajuda das pessoas. Por falar nisso, me dá um trocado aí”, brincou o garoto.

A., irmão mais novo dele, disse que está matriculado em uma escola, mas raramente frequenta as aulas. “Eu só consigo dormir de madrugada e não dou conta de levantar cedo no outro dia”. Sem perceber a gravidade do drama, o caçula também confessa que a vida na rua o levou ao vício de fumar.

Aliciamento

A delegada Iara França, adjunta da Delegacia Especializada em Proteção da Criança e do Adolescente (Depca), ressalta que há sempre um adulto por trás de todo menor que perambula pelas ruas em busca de dinheiro.

“É um familiar ou um aliciador. Às vezes, o pai estabelece até meta de arrecadação e a criança apanha se ela não for cumprida”.
Fonte: Hoje em Dia

Onda de suicídios assusta

DRAMA
Em 40 anos, 36 policiais federais perderam a vida no cumprimento da função. Um terço desse total morreu por suicídio apenas entre 2012 e 2013.
Vista do lado de fora, a Polícia Federal é uma referência no combate à corrupção e ainda representa a elite de uma categoria cada vez mais imprescindível para a sociedade. Vista por dentro, a imagem é antagônica. A PF passa por sua maior crise interna já registrada desde a década de 90, quando começou a ganhar notoriedade. Os efeitos disso não estão apenas na queda abrupta do número de inquéritos realizados nos últimos anos, que caiu 26% desde 2009. Estão especialmente na triste história de quem precisou enterrar familiares policiais que usaram a arma de trabalho para tirar a própria vida. Nos últimos dez anos, 22 agentes da Polícia Federal cometeram suicídio, sendo que 11 deles aconteceram entre março de 2012 e março deste ano: quase um morto por mês. O desespero que leva o ser humano a tirar a própria vida mata mais policiais do que as operações de combate ao crime. Em 40 anos, 36 policiais perderam a vida no cumprimento da função. Para traçar o cenário de pressões e desespero que levou policiais ao suicídio, ISTOÉ conversou com parentes e colegas de trabalho dos mortos. O teor dos depoimentos converge para um ponto comum de pressão excessiva e ambiente de trabalho sem boas perspectivas de melhoria.
FALTA DE ESTRUTURA
Agentes trabalham amordaçados em protesto contra condições desumanas de trabalho
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) no ano passado mostrou que por trás do colete preto, do distintivo, dos óculos escuros e da mística que transformou a PF no ícone de polícia de elite existe um quatro grave. Depressão e síndrome do pânico são doenças que atingem um em cada cinco dos nove mil agentes da Polícia Federal. Em um dos itens da pesquisa, 73 policiais foram questionados sobre os motivos das licenças médicas. Nada menos do que 35% dos entrevistados responderam que os afastamentos foram decorrentes de transtornos mentais como depressão e ansiedade. “O grande problema é que os agentes federais se submetem a um regime de trabalho militarizado, sem que tenham treinamento militar para isso. Acreditamos que o problema está na estrutura da própria polícia”, diz uma das pesquisadoras da UnB, a psicóloga Fernanda Duarte.

O drama dos familiares dos policiais que se suicidaram está distribuído nos quatro cantos do País. A última morte registrada em 2013 ainda causa espanto nas superintendências de Roraima, onde Lúcio Mauro de Oliveira Silva, 38 anos, trabalhou entre dezembro do ano passado e março deste ano. Mauro deixou a noiva no Rio de Janeiro para iniciar sua vida de agente da PF em Pacaraima, cidade a 220 quilômetros de Boa Vista. Nos 60 dias em que trabalhou como agente da PF, usou o salário de R$ 5 mil líquidos para dar entrada em financiamento de uma casa e um carro. O sonho da nova vida acabou com um tiro na boca, na frente da noiva. Cinco meses se passaram desde a morte de Mauro e o coração de sua mãe, Olga Oliveira Silva, permanece confuso e destroçado. “A Federal sabia que ele não tinha condições de trabalhar na fronteira. Meia hora antes de morrer, ele me ligou e disse: Mainha, eu amo a senhora. Perdoa eu ter vindo pra cá sem ter me despedido”.
Relatos de colegas de Mauro dão conta que ele chegou a sofrer assédio moral pela pouca produtividade, situação mais frequente do que se poderia imaginar. Como ele, cerca de 50% dos agentes federais já chegaram a relatar casos de assédio praticados por superiores hierárquicos. Essas ocorrências, aliadas a fatores genéticos, à formação de cada um e à falta de perspectivas profissionais, são tratadas por especialistas como desencadeadoras dos distúrbios mentais. “A forma como a estrutura da polícia está montada tem causado sofrimento patológico em parte dos agentes. Há dificuldades para enfrentar a organização hierárquica do trabalho. As pessoas, na maioria das vezes, sofrem de sentimentos de desgaste, inutilidade e falta de reconhecimento. Não é difícil fazer uma ligação desse cenário com as doenças mentais”, afirma Dayane Moura, advogada de três famílias de agentes que desenvolveram doenças psíquicas.
Os distúrbios mentais e a ocorrência de depressão em policiais são geralmente invisíveis para a estrutura da Polícia Federal. De acordo com o Sindicato dos Policiais do Distrito Federal, há apenas cinco psicólogos para uma corporação de mais de dez mil pessoas. Não há vagas para consultas e tampouco acompanhamento dos casos. Foi nessa obscuridade que a doença do agente Fernando Spuri Lima, 34 anos, se desenvolveu. Quando foi encontrado morto com um tiro na cabeça, em julho do ano passado, a Polícia Federal chegou a cogitar um caso de vingança de bicheiros, uma vez que ele tinha participado da Operação Monte Carlo. Dias depois, entretanto, descobriu-se que Spuri enfrentava uma depressão severa há meses. O pai do agente, Fernando Antunes Lima, reclama da falta de estrutura para um atendimento psicológico no departamento de polícia. “Os chefes estão esperando quantas mortes para tomar uma ação? Isso é desumano e criminoso”, diz ele.

O drama de quem perdeu um familiar por suicídio não se limita aos jovens na faixa dos 30 anos. Faltavam dois anos para Ênio Seabra Sobrinho, baseado em Belo Horizonte, se aposentar do cargo de agente da Polícia Federal. Com histórico de transtorno psicológico, o policial já havia comunicado à chefia que não se sentia bem. Solicitou, formalmente, ajuda. Em resposta, a PF mandou dois agentes à sua casa para confiscar sua arma. Seabra foi então transferido para o plantão de 24 horas, quando o policial realiza funções semelhantes às de um vigia predial. A missão é considerada um castigo, pois não exige qualquer treinamento. No dia 14 de outubro de 2012, Seabra se matou, aos 49 anos. Apesar de estar perto da aposentadoria, a família recebe pensão proporcional com valor R$ 2 mil menor do que os vencimentos do agente, na ativa.
 

Programa Segurança e Cidadania transmitido pela Band Minas para toda Minas.

Violência muda para a roça: Casal de idosos é covardemente agredido durante assalto em Lagoa da Prata

                   

Samonte: presos fazem buraco no teto e tentam fugir

                   

Martinho Campos: bebê morre em acidente e mãe fica gravemente ferida quando viajava de Bom Despacho para Pompéu


                   


 mãe e a criança foram arremessadas para fora do carro após colisão com um carro de passeio

Publicação: 02/09/2013 11:22 Atualização: 02/09/2013 14:53

Palio bateu na lateral de outro carro ao tentar fazer uma ultrapassagem (Polícia Rodoviária Estadual/Divulgação)
Palio bateu na lateral de outro carro ao tentar fazer uma ultrapassagem


Um bebê de 1 ano e dois meses morreu e uma mulher de 24 anos ficou gravemente ferida em um acidente na MG-164, entre Martinho Campos e Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas. A batida aconteceu na tarde deste domingo. Segundo informações da Policia Rodoviária Estadual (PRE), Maria Carolina Ferreira Soares seguida sentido Bom Despacho, quando bateu na lateral de um carro que vinha na pista contraria. 

De acordo com testemunhas, Maria Carolina dirigia um Palio, com placa de Bom Despacho. Ao tentar ultrapassar um veículo, a motorista acabou atingindo a lateral de outro Palio, com placa de Divinópolis, que seguida no sentido contrario. 

Maria Carolina e o filho, Artur Ferreira Lacerda, foram lançados para fora do veículo. O menino morreu na hora. O motorista e o passageiro do outro veículo tiveram apenas ferimentos leves. Já Maria Carolina foi levada para o Hospital João XXIII em estado grave.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Oito quilos de cocaína são apreendidos pela Polícia Federal em Divinópolis.

Suspeito transportava a droga de São Paulo e ficou nervoso ao passar pela operação da PF, na MG-050


Oito quilos de cocaína foram apreendidos nesta sexta-feira (30) na MG -050, em Divinópolis, região do Centro-Oeste de Minas Gerais. A Polícia Federal (PF) foi responsável pela apreensão  que aconteceu próximo à estrada para entrar na BR-494.

A apreensão aconteceu quando a PF realizava uma operação de rotina. A droga foi encontrada no carro de um homem de 44 anos que reside em Bom Despacho. O suspeito revelou que a droga vem de  Franca, São Paulo.

Ainda segundo informações da PF, a droga foi encontrada no porta-luvas do carro e no air bag situado em frente ao banco dos passageiros. O suspeito foi encaminhado para o presídio de Floramar.
Fonte: O tempo 

Violência em Minas Gerais:Norte de BH lidera crimes sexuais contra menores.

Abandonado pela mãe, M., de 14 anos, passa as noites em uma praça do Barreiro. A pequena F., de 5, foi abusada sexualmente pelo padrasto no bairro São Paulo. Mais velho de quatro irmãos, C., de 15, anda pelo Centro pedindo esmolas para alimentar a família.

Crimes contra crianças e adolescentes espalham dramas por toda Belo Horizonte. Baseado em estatísticas dos conselhos tutelares, de janeiro a julho deste ano, o Hoje em Dia traçou o mapa desse tipo de violência na capital e, até quarta-feira, vai mostrar a triste realidade de algumas vítimas.

Os dados apontam que as violações sexuais são mais comuns nas regiões Norte, Nordeste, Oeste, Pampulha e Venda Nova.

A Centro-Sul concentra casos de mendicância, trajetória de rua e trabalho infanto-juvenil. Na Leste, Noroeste e Barreiro predominam negligência e agressão.

Muitos dramas


Enquanto a mãe de F. trabalhava, a garotinha de 5 anos ficava em casa com o padrasto, de 30. “Uma vizinha me alertou que bastava eu sair para ele dar banho na menina. Estranhei, pois eu a deixava de banho tomado. Um dia meu ex-companheiro me confessou que sentia prazer ao tocar o corpo da minha filha, mas se eu o denunciasse ele mataria todo mundo”.

Com medo, a mãe da criança decidiu não procurar a polícia e confiar na promessa do abusador. “Ele saiu de casa e disse que nunca mais vai voltar, mas vivo assombrada”.

A angústia se repete em outros lares da região Nordeste, onde houve o maior número de casos de violência sexual intrafamiliar nos primeiros sete meses do ano: 28 dos 162 (17,2%). Nas ocorrências em que o algoz não vive sob o mesmo teto da vítima, a Norte aparece no topo do ranking, com 38 das 163 (23,3%).

Na Oeste, há mais casos de exploração sexual, em que o corpo do menor é ofertado em troca de dinheiro: três dos 12 registros (25%).

“Crimes contra a liberdade sexual causam agressão social e grande revolta entre as vítimas. E, em muitos casos, ocorridos no seio da família, o papel da figura materna de denunciar é deixado de lado para preservar o abusador”, afirma o especialista em medicina-legal André Roquette, diretor do Instituto Médico-Legal de BH.

Região da Pampulha concentra pontos de prostituição

Na divisa com a região Norte, Pampulha e Venda Nova também estão “contaminadas” pela violência sexual contra crianças e adolescentes.

A presença das vítimas em pontos de prostituição é confirmada pela polícia. “Tivemos um caso de uma adolescente encontrada em um motel da Pampulha usando carteira de identidade falsa, se passando por maior de 18 anos”, afirma a delegada Iara França, adjunta da Delegacia Especializada em Proteção da Criança e do Adolescente (Depca).

Segundo a delegada, “é comum a família apoiar a prostituição, por entender que se trata de uma forma de ganhar dinheiro fácil”.
 
Na rede

O único caso de pedofilia confirmado pela polícia, neste ano, na capital, foi registrado na Pampulha. A delegada ressalta que o crime é relacionado ao aliciamento e à pornografia na internet.

Venda Nova foi palco da única ocorrência de tráfico para fins de exploração sexual. “É quando a vítima é trazida para a cidade para se prostituir”, explica Iara.


O atendimento psicossocial de menores que sofreram violência sexual é feito em uma “sala lúdica” criada no IML em setembro de 2012.
Fonte: Hoje em Dia