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Acerto de contas a base da pedrada deixa homem gravemente ferido em Pompéu

A vítima da tijolada enquanto aguardava o socorro. Foto do W Zap. Na noite desta quarta-feira (22) após de um desentendimento um homem l...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Acerto de contas a base da pedrada deixa homem gravemente ferido em Pompéu

A vítima da tijolada enquanto aguardava
o socorro.
Foto do W Zap.
Na noite desta quarta-feira (22) após de um desentendimento um homem levou uma tijolada e teve de socorrido para o PAM de Pompéu.

Segundo informações preliminares da Polícia ele teria recebido uma golpe na cabeça e estaria internado em estado grave .

O autor do crime ainda não havia sido identificado mas a Polícia apura o caso e o autor poderá ser preso ainda esta noite.
O blogue volta com mais informações a qualquer momento.

Polícia limpa as ruas de Martinho Campos para o Carnaval.

Policiais apreenderam drogas, armas, munições, moto e dinheiro.
Presos foram levados para delegacia de Bom Despacho.

Anna Lúcia SilvaDo G1 Centro-Oeste de Minas
Materiais foram apreendidos com os suspeitos em Martinho Campos (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Materiais foram apreendidos com os suspeitos em Martinho Campos (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Seis pessoas com idades entre 18 e 39 anos foram presas e uma adolescente de 16 anos foi apreendida após a operação pré-carnaval realizada na noite desta terça-feira (21) em Martinho Campos. De acordo com informações repassadas pelos militares, a ação se concentrou na região do Bairro Lagoa dos Buritis. A operação foi encerrada pela madrugada.
Foram apreendidas duas armas de calibre 32 e 38, 18 munições, uma cápsula deflagrada
uma motocicleta com chassi raspado, porções de maconha e 900 gramas de crack, R$ 1.410 em dinheiro e vários materiais de origem duvidosa como aparelho de som, caixa de som automotivo, aparelho de TV e outros, possivelmente os produtos foram furtados e roubados.
Militares da região deram apoio na operação que contou com 17 militares de Martinho Campos, 18 militares de Divinópolis, sete militares sede de Bom Despacho, um cão farejador e 11 viaturas.
Policia de Martinho Campos ja havia recebido o troféu Pega Não Pega da TV Alterosa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Soldados do Exercito que substituem a Policia são suspeitos de cobrar propina durante pratulha


Corporação se recusou a divulgar a quantidade de militares investigados.
Na nota, Exército diz que "não admite condutas que afrontem seus valores".

Bruno DalviDo G1 ES
O Exército Brasileiro abriu procedimento administrativo para investigar denúncia de que militares teriam cobrado propina para liberar um motorista que foi abordado em um blitz e estava com documento vencido, no Espírito Santo.
A investigação será feita pelo Comando do 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado. O Exército se recusou a divulgar a quantidade de militares investigados, se eles estão presos e quais as suas patentes.
"Com a finalidade de apurar as circunstâncias em torno dos fatos citados, envolvendo militares da Força-Tarefa Conjunta Capixaba, foi instaurado um procedimento administrativo, pelo Comando do 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado, com sede no Rio de Janeiro/RJ, respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa", informou nota divulgada pela Força-Tarefa.
Na nota, o Exército afirma que "não admite condutas que afrontem seus valores e princípios, sustentáculos da nossa Força. Reafirmamos o compromisso com a sociedade brasileira em atuar com ética, transparência, dentro da legalidade e com tropas sempre preparadas para cumprir as suas missões".
Operação Capixaba
As Forças Armadas estão no Espírito Santo com 3.454 militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de integrantes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). Eles ficam no estado até que a Polícia Militar volte ao trabalho definitivamente.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Tiropéu: tiroteio deixa quatro feridos em Pompéu.

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Aconteceu na noite deste sábado nas proximidades da Rodoviária em pleno centro da cidade de Pompéu ,  na rua Dona Joaquina tiroteio que segundo informações preliminares deixou pelo menos quatro pessoas feridas.

O local tem sido palco de acerto de contas de gangues que atuam em Pompéu e que cobram as faturas nas festas que tem acontecido na praça Carlos Eloi.

Sem efetivo para intervir em um local de aglomeração de mais de duzentas pessoas a policia militar assiste a tudo sem nada poder fazer a não ser socorrer os feridos após o fim dos tiros.

Já a polícia civil investiga e apura os crimes porém por incrível que pareça não inibe outras ocorrências. Talvez a impunidade seja explicação, se for menor de idade o infrator fica pouquíssimo tempo detido. 

 A sociedade acompanha o espetáculo de horror em pânico e assustada busca um culpado para justificar sua própria negligencia, sem saber o que fazer organiza uma passeata pela paz e se veste de branco e sai carregando faixas pela cidade com a esperança de que pelo menos seja ouvida pelas Autoridades e por Deus. 

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Enquanto isso jovens se matam e consomem drogas livremente ao lado da Estatua de Dona Joaquina do Pompéu que deve estar se revirando em seu túmulo em Pompéu Velho a assistir seus descendentes se renderem ao crime.

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Jovem agradece e comunica pelo face aos amigos que não morreu no tiroteio, o tiro foi só de raspão segundo ela.


Audiência publica chama a atenção para a violência em Papagaios e região.

Aconteceu na tarde desta sexta (17) uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal de Papagaios por intermédio de seu Presidente Beto Lucena. Compareceram diversos Deputados Federais e Estaduais e os Prefeitos de diversas cidade vizinhas e centenas de Vereadores.

O Comandante PM da 7ª Região Militar e o Chefe do 7º Departamento da Polícia Civil falaram sobre o problema de crescimento da violência na Região. 

A comunidade compareceu em massa e o reunião foi transmitida por um telão na Praça de pela rádio local.

Vários empresários da região também compareceram e demonstraram a poio a causa papagaiense.
Uma das principais reivindicações que surgiu no encontro foi a designação de um Delegado e 5 investigadores para a cidade que atualmente só conta com 2 investigadores. 

Segundo o Chefe do 7 Departamento Delegado Ivan Lopes, ele já protocolou o pedido na Chefia Geral da Polícia Civil, o Delegado acredita que com a movimentação política que aconteceu no evento seu pedido deve ser atendido pelo Governo de Minas.

O povo de Papagaios não aguenta mais conviver com tanta a violência, segundo dados apresentado os crimes na cidade cresceram assustadores 70% no ultimo ano. Roubos e homicídios se tornaram uma constante na vida do povo trabalhador de Papagaios.

O blogue esteve presenta na reunião e espera que a soluções apresentadas sejam colocadas em prática e que tragam o merecido sossego para o povo daquela cidade.

"Ibi tiro": Homem é morto com 11 tiros em casa em Ibitira.

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Na noite deste sábado,  segundo a Polícia a esposa da vítima relatou que estava em casa com seu marido a Vitima SAMUEL SIQUEIRA GOMES MARINHO, quando de dentro da casa ouviram autor ADRIANO ALVES ANGELICA, chamar por SAMUEL, como até então não haviam reconhecido a voz de ADRIANO, SAUMEL foi atender a porta, momento em que foi alvejado por 11 disparos de arma de fogo, vindo a óbito. Destarte, os POLICIAIS MILITARES do turno de serviço deslocaram a RUA JOSE ANTONIO CARVALHO, 149, IBITIRA em MATINHO CAMPOS/MG local que constaram a veracidade dos fatos. FABIANA informou aos militares que o autor estava trajando uma blusa azul e uma calsa jeans, bem como estava em veiculo wv GOL modelo G3, de cor prata, com tarjeta da Cidade de MARAVILHAS, que veículo havia tomou rumo ignorado.

BanduLino da Abadia esquenta o Carnaval de BH

Da Redação*

Hoje em Dia - Belo Horizonte

18/02/2017 - 15h45 - Atualizado 16h20

Divulgação / Agência Minas /

O bloco BanduLino foi formado há mais de 50 anos por Paulino Luiz de Freitas (Lino) e sua família

Cada vez mais disputado, o Carnaval de Belo Horizonte não conta somente com a infinidade de blocos da capital. Agremiações do interior também irão agregar à folia local, deixando a cidade ainda mais democrática. O abre-alas ocorre neste sábado (18), com a participação do bloco BanduLino, de Martinho Campos, na Região Metropolitana de BH. Formado há mais de 50 anos por Paulino Luiz de Freitas (Lino) e sua família, o grupo vai contagiar os foliões a partir das 15h, na esquina das ruas Tomé de Souza com avenida Getúlio Vargas.

Outro bloco que vai contagiar a capital mineira é um exímio representante da cultura carnavalesca. Trata-se do Zé Pereira dos Lacaios, de Ouro Preto , considerada a agremiação carnavalesca mais antiga do Brasil em atividade. Em plena comemoração de seus 150 anos de existência, o Zé Pereira irá desfilar seus tradicionais bonecos gigantes pela capital no dia 27 de fevereiro, às 10h, na Casa do Baile (Av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha).

Origem

O Bandulino desfilou pela primeira vez na capital em 2016, quando ficou em segundo lugar no concurso Meu Bloco do Coração, realizado pela TV Record. Com repertório focado em marchinhas e samba, o bloco segue firme nas tradições carnavalescas. Filha do fundador da banda e hoje Secretária Municipal de Cultura de Martinho Campos, Tabita Campos se orgulha da longa trajetória da trupe. “Meu pai fundou a banda em 1946 e hoje ela já está na terceira geração da nossa família. Eu sempre fico emocionada quando nos apresentamos, e ter a oportunidade de participar de mais um carnaval em Belo Horizonte é emocionante. Nós estamos disseminando a cultura do nosso município e a tradição local”, afirma Tabita.

A história do bloco Zé Pereira dos Lacaios, de Ouro Preto, é bem mais antiga, e remete aos idos de 1846, quando teve início na cidade do Rio de Janeiro, com o português José Nogueira Paredes, o Zé Pereira. Durante 21 anos, Zé Pereira saiu pelas ruas do centro tocando um bumbo e atraindo alguns músicos e foliões, conforme salienta a folclorista Deolinda Alice dos Santos. “Aqui entre nós o carnaval de origem europeia se abrasileirou. Aos poucos os famosos bonecões se alastraram por várias cidades do Brasil”.

Em 1867, Zé Pereira mudou-se para Ouro Preto para trabalhar no Palácio do Governo. Foi então que surgiu o Bloco Zé Pereira dos Lacaios, organizado por funcionários do Palácio, marcado pelo uso de fraques, cartolas e lanternas. O nome Lacaios é uma referência aos colegas bajuladores e seus fraques.

A história de 150 anos do bloco ganhou até exposição, que foi aberta nesta sexta-feira (17), e segue em cartaz até 12 de março. Realizada pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), em parceria com o clube, a mostra reúne detalhes da história do bloco e depoimentos de quem participou dessa trajetória. Também estarão expostos alguns dos bonecos que integram o acervo, como Catitão, Benedito e a Baiana.

A Faop, que fica na rua Alvarenga, 794, no bairro Cabeças, em Ouro Preto, também promoverá uma oficina onde a comunidade poderá aprender a confeccionar miniatura de bonecos de pano. Informações complementares em www.cultura.mg.gov.br

Serviço:

Pré-carnaval com o BanduLino

Data: Sábado, 18 de fevereiro de 2017

Horário: 15h

Local: Rua Tomé de Souza, esquina com Av. Getúlio Vargas, Savassi, Belo Horizonte/MG

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Mulheres de fibra: mesmo contrariando interesses poderosos ocupação de quartéis continua e mídia esconde o caos no ES.

Desde o início da crise, há duas semanas, agentes sofrem pressão e crises de estresse

18/2/2017 às 00h10 (Atualizado em 18/2/2017 às 00h10)

Ana Ignacio, do R7

Paulo Whitaker/ReutersEstado está sem policiamento desde o dia 4 de fevereiro

movimento liderado por mulheres e familiares de policias militares no Espírito Santo, que bloqueia batalhões em todo o Estado, completa duas semanas neste sábado (18). Mesmo após decisão judicial para desobstrução das unidades de segurança e anúncio do governo de que a situação foi normalizada, apenas cerca de um terço dos PMs retomou os trabalhos.

De acordo com a Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social), dos 10.400 agentes do efetivo do Estado, apenas 2.482 atenderam ao Chamado Operacional feito pelo comando geral da PM. Além disso, o policiamento ostensivo conta com 337 viaturas e as mulheres permanecem acampadas na frente dos batalhões impedindo a saída de viaturas para as ruas.

Para reforçar a segurança no ES, o governo federal autorizou a permanência de 3.000 agentes da Força Nacional e do Exército no Estado pelo menos até semana que vem. No entanto, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, já declarou que o reforço permanece na região “o tempo que for necessário”.

Nesta sexta-feira (17), subiu para 1.151 o número de policiais que responderão a Inquéritos Policiais Militares por causa do movimento de paralisação. Além disso, ao menos 124 militares responderão PAD-RO (Processos Administrativos Disciplinares de Rito Ordinário) — que podem levar à demissão de policiais que têm menos de 10 anos de serviço — e 27 respondem por ações relacionados ao Conselho de Disciplina — procedimento similar para os que têm mais de 10 anos.

Mesmo com retorno de PMs às ruas, situação no ES está longe da normalidade; veja relatos

Mulheres de PMs do Espírito Santo pedem intervenção federal e anunciam fórum de familiares de policiais

Na semana passada, o governo já havia anunciado que mais de 700 PMs foram identificados e serão indiciados pelo crime de revolta — evolução do crime de motim — mas deixou claro que esse número deve ser maior. Em relação às mulheres que lideram o movimento, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação para que elas saiam da frente das unidades militares. Mediadoras do movimento ouvidas pelo R7 declararam não ter recebido qualquer tipo de notificação sobre essa ação.

Paulo Whitaker/ReutersMulheres continuam bloqueando batalhões do Espírito Santo

Apoio psicológico

Nessas duas semanas, diversos policiais miliares procuraram apoio psicológico no HPM (Hospital da Polícia Militar) de Vitória. De acordo com policiais e mulheres de PMs ouvidos pela reportagem, os agentes estão sofrendo com pressão psicológica e crises de estresse. É o caso que uma das participantes do movimento que bloqueia batalhões em Vitória relata.

— A situação está caótica. Meu noivo teve um surto e está em casa tomando remédio controlado. Conseguiu uma licença de 15 dias.

Segundo ela, muitos policiais estão sem condições de trabalhar por causa de todo o ocorrido nas últimas duas semanas. A informação é confirmada por um PM que relatou ter recebido diversos relatos de problemas do mesmo tipo.

— Muitos policiais estão procurando hospitais, sem ânimo para trabalhar. É uma situação deprimente.

Segundo ele, os agentes têm contado que estão recebendo atendimento, mas disse que há preocupação com o futuro desses policiais quando a situação da segurança no Estado for normalizada.

— Mesmo que volte ao normal, se não houver uma valorização por parte do governo, dificilmente eles vão voltar para a rua com a cabeça erguida. Provavelmente vão voltar com a cabeça baixa e sem força para fazer o papel deles que é de defesa da sociedade.

A Sesp declarou que a PM informou que “todos os PMs que buscaram atendimento no Hospital da Polícia Militar passaram pela avaliação de uma junta médica, que tem dado o suporte necessário para o retorno dos policiais para o serviço operacional”. Também de acordo com a pasta, a direção do HPM ainda não passou um número de atendidos nesse período.

Violência

O Espírito Santo registrou, até quinta-feira (16), ao menos 149 mortes desde o início da paralisação dos PMs no Estado, de acordo com o Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis). Negros, moradores de periferia, do sexo masculino, e maiores de idade é o perfil das pessoas assassinadas.

O sindicato afirma que levantamento foi feito com base nos registros da Divisão de Homicídios, do Departamento Médico Legal de Vitória e do Centro Integrado de Defesa Social.

Ao todo, 138 vítimas são homens maiores de idade. Dezessete vítimas eram adolescentes, sendo que onze delas foram mortas na Grande Vitória e seis no interior. O total de mulheres assassinadas no Estado chegou a onze, sendo nove na região metropolitana e duas no interior.

Apesar de indicar o perfil geral das vítimas, a entidade não detalhou os números exatos de vítimas conforme a cor da pele e a região onde moram.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Troglodita: Major da PM dá gravata e arrasta mulher de soldado durante protesto no Rio

Manifestante integrava protesto de familiares de policiais militares em batalhão para reivindicar salários e benefícios atrasados; corporação apura episódio

Por Da Redação

access_time15 fev 2017, 13h55

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Major da PM dá gravata em mulher durante manifestação em São Gonçalo (RJ) (Reprodução/Facebook)

Um oficial militar deu uma gravata e arrastou de forma truculenta uma mulher para a viatura durante um protesto de familiares de policiais militares na manhã desta quarta-feira em frente ao 7º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Em um vídeo gravado por manifestantes é possível ver o homem, que se identifica como major Ramos, agir em meio aos manifestantes, em sua maioria, mulheres. Três delas são colocadas em uma viatura e conduzidas à delegacia. Na gravação, é possível ouvir manifestantes chamando o policial de “covarde”, enquanto continuam filmando. A PM não soube dizer se a mulher do soldado estaria grávida.
Os direitos humanos e a globo se calaram.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Em meio à crise nacional, PM mineira ameaça fazer greve

Militares exigem volta do pagamento integral no quinto dia útil e 20% de reajuste salarial; corporação descarta paralisação dos militares

PUBLICADO EM 15/02/17 - 03h00

Luciene Câmara

Em meio à tensão dos movimentos no Espírito Santo e no Rio de Janeiro, os policiais militares mineiros agora ameaçam cruzar os braços em março caso o governo não ceda a suas reivindicações. Eles exigem a volta do pagamento integral dos salários no quinto dia útil (os vencimentos de todo o funcionalismo estão sendo parcelados desde janeiro de 2016) e 20% de reajuste para compensar perdas inflacionárias dos dois últimos anos.

O salário inicial dos PMs de Minas dobrou de 2011 para 2015, chegando a R$ 4.098, o sétimo maior do Brasil. Espírito Santo tem o pior vencimento (R$ 2.646), e o Rio de Janeiro tem valor próximo (R$ 2.992). Além disso, os militares de Minas aposentam com salário integral e recebem benefícios por tempo de serviço.

Nessa terça-feira (14), três deputados ligados à categoria e cinco entidades de classe se reuniram e lançaram uma agenda de mobilizações no Estado. A primeira ação prevista é a convocação das mulheres dos PMs para uma reunião na Assembleia Legislativa (ALMG), na sexta-feira. No Espírito Santo, foram elas que fecharam batalhões – já que, pela Constituição, eles não podem fazer greve, com pena inclusive de prisão. A programação inclui ainda o lançamento da campanha “A segurança pública de Minas vai parar porque o governo está descumprindo a lei”. O objetivo é obter o apoio da população em caso de paralisação.

A outra ação é uma assembleia da categoria em 7 de março. Se não houver acordo com o governo até lá, haverá greve, segundo o deputado estadual Sargento Rodrigues e o presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra), sargento Marco Antônio Bahia.

“Não vamos falar quais foram todas as estratégias deliberadas na reunião, mas vai ter paralisação”, disse o deputado. A reunião teve a presença dos deputados federal subtenente Gonzaga e o ex-vereador de Belo Horizonte Coronel Piccinini.

Coincidência. Embora o momento coincida com a crise nos Estados vizinhos, os mineiros dizem que não estão se aproveitando do cenário para pressionar o governo. Eles estariam apenas dando continuidade à pauta de reivindicações iniciada em outubro, data-base da categoria.

Segundo a Aspra, o governador Fernando Pimentel (PT) tem descumprido duas leis: o artigo 37 da Constituição, que assegura a revisão geral anual a todos os servidores públicos estaduais, e o artigo VII da Lei 19.973, de 2011, que determina a data-base em 1º de outubro. “O governo vem ainda reduzindo drasticamente os recursos da segurança pública, trazendo prejuízos logísticos para as condições de trabalho”, declararam as entidades, em nota.

Posição da Polícia Militar
Segundo o major Flávio Santiago, a Polícia Militar mantém canal aberto com a tropa e vem fazendo com que esse canal seja estendido ao governo do Estado, onde há manutenção dos direitos da família Polícia Militar, inclusive com vasta declaração do governo, por diversas ocasiões, em que menciona a importância da manutenção e do resguardo da classe militar. "Logo, entende a corporação não termos espaço para qualquer tipo de paralisação em Minas Gerais ou a aceitabilidade disso pela tropa policial militar. Não acreditamos nesse espaço (para paralisação) em Minas", destacou o major. 

Saiba mais

Mobilizações. A Aspra informou que fez ao menos cinco mobilizações no ano passado para cobrar o reajuste e o pagamento integral, mas que não houve nenhum sinal de acordo com o governo.

Comparação. Sobre o salário dos PMs em Minas ser bem superior ao pago em Estados vizinhos, como o Espírito Santo, o presidente da Aspra, Marco Antônio Bahia, disse que não se pode comparar, pois “cada Estado tem sua economia e seu tamanho”.

Campanha. O deputado sargento Rodrigues disse que a campanha de apoio ao movimento dos policiais militares terá panfletos e divulgação também nas redes sociais e na mídia, a partir da próxima semana,

Crise

Governo descarta reajuste

A Secretaria de Estado de Fazenda informou ontem que “não é possível, no momento, atender às reivindicações referentes às questões salariais”. O motivo é a crise financeira – o governo decretou estado de calamidade financeira – e o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O órgão declarou ainda que a atual gestão fez reajustes mesmo sem previsão no orçamento, como os 15% no vencimento básico da PM em abril de 2015. No Sul de Minas, o governador Fernando Pimentel disse que repudia ajustes fiscais feitos às custas dos trabalhadores. “Jamais faremos qualquer ajuste fiscal que fira os direitos dos trabalhadores do setor público até porque, sem trabalhadores do serviço público, não tem serviço público”, destacou. (LC)

“Queremos diálogo com o governo, mas, se não houver, vamos até as últimas consequências, que é a greve. Não se deve duvidar de nossa capacidade de nos revoltarmos.” Marco Antônio Bahia, presidente da Aspra