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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Mosquito da dengue é usado como arma em briga política em Bom Despacho.


Prefeitura de Bom Despacho não conseguiu coletar água de piscina.
Morador nega acusação e disse que é perseguição política.

Anna Lúcia SilvaDo G1 Centro-Oeste de Minas
Bom Despacho, mosquito, larvas, piscina, dengue (Foto: maurício reis/Divulgação)Morador nega que havia focos de dengue e disse que piscina é de uso constante (Foto: Maurício Reis/Divulgação)
O Ministério Público (MP) em Bom Despacho pediu instauração de um inquérito para apurar a responsabilidade do morador Maurício Reis que, segundo a Prefeitura, impediu o trabalho de fiscais da Prefeitura em combater o mosquito Aedes aegypti na residência dele. Para a Prefeitura, o homem mantinha criadouro do mosquito na piscina de casa. Entretanto o morador nega que no local havia focos, já que a piscina é de uso contínuo. Ele completa que tudo não passa de perseguição política.
A Prefeitura destaca que na ocasião foi impedida de coletar material para análise de foco. Após ser notificado, Maurício disse que não permitiu que levassem por medo que fossem feitas alterações nos resultados das análises. O MP declarou que entendeu atitude como crime.
“Entendemos que ele cometeu o crime previsto no art. 268 do Código Penal. Este artigo define como crime infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. A pena é de um mês a um ano de detenção e multa”, destacou o procurador, Gabriel Araújo.
“Não houve nenhuma prova apresentada da Prefeitura que na piscina havia focos do mosquito Aedes aegypti. Isso não passa de perseguição política”, declarou o morador.
Representação
Em fevereiro deste ano a Prefeitura encaminhou ao Ministério Público a representação contra o morador alegando que ele tinha um criadouro do Aedes aegypti dentro de casa. Depois de uma vistoria foi constatado que havia larvas de mosquitos no local, segundo a Prefeitura.
O Executivo informou também  que chegou a multá-lo de acordo com uma lei municipal em R$ 405. Maurício recorreu da multa e diz que também irá representar contra o município por divulgações caluniosas e perseguição.
De acordo com o procurador do município, Gabriel Araújo, a residência é de classe média alta, foi visitada por agentes que conferiram a piscina e ao constatarem as larvas foi dado um prazo de 24 horas para o morador regularizar a situação. "Passado o prazo, os servidores voltaram e se depararam com o mesmo quadro, ou seja, um criatório que coloca em risco a saúde do cidadão, de seus familiares e também de seus vizinhos”, destacou.
Perseguição política
Maurício disse que isso é perseguição política. Ele conta que na ocasião, por conta das últimas chuvas a piscina da casa dele estava com a água turva e, por isso, estava em processo de limpeza quando os agentes estiveram no local.
“Recebi os agentes com educação, permiti que entrassem na minha casa e olhassem a piscina. Constataram algumas larvas realmente, mas quando questionei se era foco de dengue, não souberam dizer. Queriam coletar o material para análises e eu me prontifiquei, desde que os exames fossem feitos comigo próximo. Disseram que não seria possível então não permiti a coleta, com medo de trocarem esse material na Prefeitura", disse.
O procurador contou que o morador impediu o trabalho dos servidores e fiscais da saúde. “Ele dispensou o material colhido pela fiscal, derrubando as amostras da água com larvas que ela tinha acabado de colher. Em seguida os agentes tentaram pegar novas amostras. Porém, o morador entrou na piscina com a roupa do corpo e começou a andar de um lado para outro, com o objetivo de misturar a água e dificultar a coleta das larvas”, completou.
Maurício nega que tenha impedido a coleta e diz que apenas não permitiu fazer os exames sem que ele acompanhasse. “Se eu não puder acompanhar não vão fazer. Diante dessa perseguição podem muito bem trocar os exames e dizer que minha casa está infestada de mosquitos da dengue. Não comprovam nada. Inclusive o material foi devolvido pela própria agente, na presença dos dois policiais, eu não dispensei nada. O material está em meu poder”, disse.

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