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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Policial denuncia maquiagem de números de crimes violentos em Minas

Do R7 com Record Minas

Militares estariam adulterando classificação de boletins de ocorrênciaRecord Minas

Um policial militar denuncia que membros da corporação estariam adulterando boletins de ocorrência, no Estado de Minas Gerais. De acordo com o PM, a ideia seria mascarar a natureza dos crimes e reduzir os números da violência, pelo menos, no papel.

Em um dos boletins que a equipe de reportagem teve acesso, uma pessoa foi abordada por dois indivíduos, ao passar pela praça Ruy Barbosa. Segundo a vítima, um dos suspeitos sacou uma arma, enquanto o outro retirou, da cintura, uma faca e colocou o objeto na barriga dela. Apesar da ação descrita no relatório, o crime foi classificado como “outras infrações contra o patrimônio”.

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O policial, que prefere não se identificar, disse que, há três meses, a equipe estaria sendo orientada, pelo alto comando da corporação, a realizar as mudanças. Segundo ele, os profissionais que não seguem as ordens, são transferidos de turno ou de local de trabalho, como forma de represália.

—Nós estamos sendo coagido,. A ordem vem de cima para baixo e chega através do coordenador do turno de serviço.

O jornalismo da Record teve acesso a uma carta de um oficial da Polícia Militar (PM), do interior de Minas, enviada a um delegado, demonstrando preocupação sobre como as ocorrências têm sido registradas. No documento, ele escreve: “Este procedimento, além de contrariar a Diretriz Integrada de Ações e Operações do Sistema de Defesa Social, proporciona um indicador divergente do real”. O militar que fez a denúncia ainda diz que as consequências podem ser graves.

— Não vai ter como a instituição mensurar onde esse crime está ocorrendo. Então não tem como ela empregar um policiamento naquele local para fazer a redução.

Dados da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) apontam que, de janeiro a julho de 2015, foram registradas mais de 70 mil ocorrências de crimes violentos em Minas Gerais. No mesmo período deste ano, o número ultrapassou os 84 mil, o que representa um aumento de 18,6 %. Para Flávio Santiago, chefe da sala de imprensa da PM, os dados contradizem a denúncia. Ele ainda afirma que o registro de uma ocorrência é monitorado por vários oficiais.

— O mais importante são as peneiras de auditagem. Por mais que aja uma intenção de se colocar uma natureza equivocada, no momento em que se passa por essas peneiras isso é corrigido no decurso do processo.

Berlinque Cantelmo, diretor da Associação dos Praças dos Bombeiros e Policiais Militares (Aspra), acredita que tudo precisa ser investigado com rigor. Ele afirma, ainda, que a entidade vai acionar o Ministério Público para apurar as denúncias.

— Vamos nos utilizar os meios de representação para cobrar do Ministério Público, do comando da PM e da Comissão de Segurança Pública, que apurem efetivamente se essas práticas ainda estão acontecendo na polícia e se, efetivamente, se tornaram corriqueiras.

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