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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Previdência: privilégios aos policiais por quê?

Sargento Lago

    

As polícias não gostam de expor suas dificuldades, apenas se empenham em divulgar suas boas ações, o que faz acreditar que somos super-heróis e que suportamos uma carga triplicada.

Todavia, como a necessidade exigiu, o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Estado de São Paulo – CcomSoc -, comandado pelo coronel Franco Nassaro, produziu um excelente vídeo que mostra suas dificuldades para exercer o trabalho de excelência que realiza e sensibilizar a opinião pública, gerando efeito nos parlamentares, para evitar que tirem os “privilégios” da categoria, na reforma da previdência.

No vídeo policiais militares de diversos setores, inclusive da saúde, e o comandante geral, coronel  Ricardo Gambaroni, falam sobre o que diferencia o policial das demais profissões.

Coloquei privilégios entre aspas porque na verdade ele não existe. É apenas a retribuição de outros direitos civis que não têm e os muitos sacrifícios, a saber:

O policial mesmo de folga tem obrigação de intervir nas ocorrências flagrantes; atendendo a necessidade do serviço, pode ser transferido para cidades distantes da que reside seus familiares.

Enquanto os profissionais civis trabalham quarenta horas semanais, totalizando 57.600 horas ao longo de 30 anos, no mesmo período o policial, em razão das suas mais diversas escalas extraordinárias, flagrantes e operações, trabalha 82 mil horas, sem, contudo, receber hora extra. Isso equivale a 43 anos de serviço.

Não têm direito a adicional noturno, aviso prévio, sindicalização e greve. Trabalha sob rígido regulamento disciplinar e, em caso de demissão, não possuem direitos trabalhistas, como Fundo de Garantia e auxílio desemprego.

Quando entra na profissão, têm a saúde melhor que a média da população, porém mais rapidamente ficará pior que a média.

As condições de trabalho insalubres lhe obriga entrar em diversos tipos de ambiente, nas  variadas e desfavoráveis condições climáticas e carregando sobre o corpo, no mínimo, quatro quilos de equipamentos.

O estresse pós-traumático é realidade nas suas vidas, em razão do contato diário com os diversos tipos de ocorrências que atendem. Por isso são mais afetados por desequilíbrio do metabolismo e estão mais sujeitos a doenças como diabetes, pressão alta e obesidade. Seu risco de morrer por problemas cardiovasculares é 50% maior que a população em geral, além de morrerem três vezes mais por doenças infectocontagiosas.

No estado de São Paulo a taxa de mortalidade dos policiais é cinco vezes maior que a de todos os paulistas.

Por esses motivos não podem, nessa hora da reforma da previdência, dar o mesmo tratamento aos policiais. O policial deve ter ao menos um único incentivo para suportar essa carga pesada da profissão que abraçou.

Que a indiferença da sociedade para com os seus policiais não contamine os parlamentares que irão decidir sobre esse assunto, pois tratamento diferenciado não será concessão de privilégio, mas justiça.

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